Alfred: Seu trapaceiro, seu vigarista!
Aschenbach: O que mais eles querem de mim?
Alfred: Pura beleza. Severidade absoluta.
Pureza da forma.
Perfeição. A abstração dos sentidos! Tudo se foi! Nada restou! Nada! A sua música nasceu morta e você está desmascarado.Aschenbach: Alfred, mande-os embora. Por favor, faça com que saiam.
Alfred: Mandá-los embora?! Vou entregá-lo a eles!
Aschenbach: Não, Alfred, por favor. Não faça isso, por favor.
Não, por favor. Não...
Alfred: A eles! Eles vão julgá-lo. E eles vão
condená-lo.
Aschenbach: Não, Alfred, não.
Alfred: Sabedoria. Verdade. Dignidade humana. Está tudo acabado. Agora, não há mais razão para que você não vá para o túmulo, levando sua música. Você alcançou o perfeito equilíbrio. O homem e o artista são um só. Chegaram
juntos ao fundo do poço. Você nunca possuiu castidade. A castidade é o dom da pureza e não o doloroso resultado da velhice. E você está velho, Gustav. E, em todo o mundo,
não há impureza mais impura do que a velhice.
domingo, 28 de março de 2010
"Morte em Veneza" - parte 8
Na agonia da morte, ele ainda lembra um diálogo com Alfred, ocorrido imediatamente após o fracasso de sua última obra, e que teria agravado seus problemas cardíacos. Esse último diálogo ajuda-nos a compreender afinal o que morre em Veneza.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
O CLIMA DO ANO
Há tempos venho notando que a natureza absorve nossos humores, mas isso é assunto pra outro post. Lembro que, em 2016, meu pé de amora fic...
-
Minha mãe costumava usar esse dito, para nosso espanto de criança, porque não atinávamos com o significado. Com o tempo fomos enten...
-
As meninas estavam excitadas. Íamos acampar em Prado, no sul da Bahia, e elas anteviam a diversão e a oportunidade de terem o pai e a mãe j...
-
Acordei pensando nas cigarras. Por onde elas têm andado? Pra mim, verão de verdade tem de ter coisas como o canto das cigarras, flamboyants ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário